domingo, 8 de março de 2020

Predictions – from Delphi Oracle to GPT-2 AI

Humans just love predictions. From Delphi Oracle, a women with power, to GPT-2, an AI created by OpenAI, they ask for it.
The Economist interviewed GPT-2, a neural network for natural language processing, about the future and Singularity Hub presented it here.
“What’s past is prologue.”, in Shakespeare’s "The Tempest", is a beautiful summary of the classic method, alleging that we can look to what has already happened as an indication of what will happen next.
GPT-2 when asked if it had any advice for readers replied “The big projects that you think are impossible today are actually possible in the near future.”. 
For now, it sounds like a La Palice’s true. Probably the point will be the word “near”. How near? 

sexta-feira, 6 de março de 2020

Augmented Machines with humans?

Internet image (article also about this issue here)

“For a Bright Future of Work, We Must Get Better at Collaborating With Machines” is the title of a Peter H. Diamandis’s article, recently published in the Singularity Hub, here.
“Productivity is the main reason companies want to automate workforces. Yet, time and again, the largest increases in productivity don’t result from replacing humans with machines, but rather from augmenting machines with humans. It’s all about collaboration.”, he claims.
Collaboration is frequently the key. What surprised me was who must collaborate with whom. Not machines helping humans, or humans using better machines, but augmented machines with humans.
Heavy food for thoughts.

domingo, 23 de fevereiro de 2020

Supremacia Quântica - Milhares de anos em segundos


Um artigo de opinião de minha autoria, sobre supremacia quântica, foi publicado na edição de fevereiro da Revista Frontline - Ler é Poder, pp. 40-41, acessível também aqui.

O by the way é o anuncio de que a Google, em resultado de uma parceria com a NASA e o laboratório americano ORNL, havia alcançado a supremacia quântica. Este anúncio vem cerca de um ano após divulgação pela IBM de significativos desenvolvimentos no seu computador quântico, registado com informação e espanto estético neste blog aqui.

Edição de fevereiro da revista Frontline - Ler é Poder, com reprodução digital da revista impressa, disponível aqui.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Uma AI de si próprio

Construir uma Inteligência Artificial (AI – Artificial Intelligence) que replica melhoradamente a pessoa, que se relaciona com outros e com o seu próprio original é, no mínimo, estranho e, claro, está a acontecer.
A AI Foundation está a desenvolver um projeto que vai permitir a cada pessoa ter uma espécie de clone de si, em modo digital, interativo e, por isso, evolutivo.
A experiência vai começar com Deepak Chopra, autor de 73 livros, guru de medicina alternativa e meditação, que aceitou ser a cobaia. No inicio de 2020 haverá uma versão dele em AI, sob a forma de uma app. Pode-se ver a apresentação, de Deepak Chopra AI, por si próprio(a) aqui.
Cada interessado descarrega a app, conversa com Deepak AI, explica os seus problemas, ansiedades e aspirações e recebe uma resposta, meditações à medida e conselhos certamente muito bons. Na vez seguinte é tudo parecido, mas melhor, já que a AI aprendeu com a interação anterior, incorporou os novos dados e ajustou a “medicação”. E assim sucessivamente, no caminho do que parece poderá vir a ser uma simbiose bastante intensa.
A pergunta que aqui formulo, guardando todas as outras infinitas que me ocorrem, é a seguinte: admitindo que não é possível (ainda) incorporar no Deepak biológico o que o Deepak AI digital vai estar permanentemente a aprender com centenas, milhares, milhões de utilizadores, em que momento a AI vai ser muitíssimo mais capaz que o original? Uma hora depois, um dia depois, mais tempo depois? E, quando se comparar o Deepak AI com o biológico, alguém preferirá o biológico? Boa sorte Deepak. Sugiro que descarregue a sua app de AI para se ir ajudando durante a experiência.
Vamos esperar para ver. Em 2020 já deve haver dados reais para serem avaliados e estudados. 

domingo, 17 de novembro de 2019

Linearmente – ainda é nisto que estamos


O nosso raciocínio é linear. Pensamos uma coisa a seguir à outra e queremos acreditar, ou cremos, que as coisas se passam do modo como as conseguimos pensar. Quando se tornam muito complexas, procuramos chegar lá por partes. Analisamos um bocadinho, depois outro, como num puzzle duma paisagem, isto é mar, isto é sol, isto é céu, isto não sei, fica de parte. Fazemos montinhos com o critério do que nos parece a caraterística principal. Verde, árvores. Azul com ondulação, mar. Azul com nuvens, céu. Depois, nos montinhos, vamos tentando encaixar. Ficamos com várias ilhas, usamos a intuição, que mais não é que experiência de que não tomámos consciência e, com uma grande dose de sorte, completamos o puzzle. Não é por acaso que são também chamados quebra-cabeças. Alguns, mais prudentes, temendo não voltar a conseguir terminar a tarefa se a repetissem, colam tudo e mandam emoldurar.
Na história é o mesmo. Éramos macacos, começámos a andar em pé, opusemos o polegar ao indicador e aos outros dedos, inventámos, ou lá o que foi o fogo, cozinhámos comida, acumulámos energia facilmente e desatámos a pensar. Quando demos por nós estávamos a escrever, fizemos e desfizemos reinos e impérios pelas razões clássicas da ganância, desigualdade e curso normal das coisas Inventámos a eletricidade e a máquina a vapor. Na política inventámos, ou lá o que foi, a liberdade, a fraternidade e a igualdade a par da guilhotina, uma sem a outra não resultava. Dizimámos a América quando lá chegámos com as doenças que levávamos. Inventámos modo de acabar com a fome e vendemos aos pobres sementes estéreis. Descobrimos a energia nuclear e, de uma assentada, demos cabo de duas cidades e quase do mundo. Damos cabo do planeta, metódica e sistematicamente, com a alegria do consumo que atenua a depressão do capitalismo que perpetua. Fomos à Lua, descobrimos o espaço, voltamos a pensar em colonização, pela razão clássica de que já destruímos tudo em que tocámos e precisamos de mais para arruinar. Ao lado, damos boas razões para fazermos as coisas. Os selvagens precisam de ser salvos, a energia nuclear é limpa, a liberdade é o valor que estamos a defender quando espiamos e perseguimos e prendemos e torturamos e matamos e invadimos e dizimamos. As coisas seguem-se umas às outras, de preferência numa simpática sucessão de causa/efeito que as legitima, se dúvidas houvesse. Foi torturado e confessou tudo, na Inquisição e na atualidade. Tudo coisas, umas coisas a seguir às outras, arrumadinhas, alinhadas, lineares. Como o nosso pensamento.
O problema é quando o mundo se torna complexo. Não complexo, como que coisa tão complicada, não estou a perceber bem, mas efetivamente complexo. De uma complexidade tal que por mais montinhos que façamos o puzzle se mostra infinito e impossível de resolver. É nisto que estamos. É aqui que entra a inteligência artificial. É aqui que, de pensarmos, passamos a ser pensados. É aqui que algo que não faríamos em milhões de anos é feito em segundos. É aqui que um cérebro artificial, alimentado pelos nossos limitados cérebros humanos que, de todas as formas possíveis, lhe fornecem a informação de que necessita para funcionar, trabalha. Não vamos dizer que pensa, que isso é considerado ofensivo. Que funciona. É aqui que estamos. Noutro dia veremos para onde vamos.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Sabedorias várias


Há os visionários. Em princípio, artistas. Escritores, cineastas, pintores e artistas de outras artes. Sabem o que ainda não há.
Há os especialistas. Em princípio, cientistas, filósofos e quejandos. Sabem muito bem o que há.
Há os curiosos. Em princípio, inteligentes que questionam sobre a razão das coisas, procuram respostas, encontram novas perguntas, relacionam tudo. Sabem interligar e imaginar.
Há as pessoas comuns. Em princípio, um protótipo de ser humano médio. Sabem o que é preciso.
Há as pessoas comuns de um determinado tempo e lugar. Em princípio, um standard mais concreto, com contornos mais precisos pela proximidade. Sabem as suas coisas.
Há os espertos. Em princípio, os que se safam, aproveitando os espaços entre as gotas da chuva. Sabem ver.
Há os que sabem que sabem tudo. Em princípio, os mais alegres. Sabem aproveitar.
Há os que não sabem, nem querem saber. Em princípio, os mais conformados. Sabem existir.
Há os que sabem que nada sabem e que é impossível saber. Em princípio, simplesmente sabem.
Depois, há a inteligência artificial. Em princípio, sabe tudo e mais alguma coisa, mas ainda não sabe que sabe.