quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Amigos geniais, amigos artificiais

Os amigos são uma seiva que nos estrutura e alimenta. Estão sempre próximos. Quando estão perto, quando, mesmo longe, falamos ou quando, simplesmente, sabemos o que nos diriam. Os amigos geniais tornam-nos melhores e enriquecem as nossas famílias.
Os amigos geniais já não se usam. Dão muito trabalho.
A sociedade atual substitui a individualidade, ainda uma espécie de relação, pela atomização. Cada um vai tendendo a existir realmente sozinho, permanentemente conectado num mundo crescentemente digital e manipulado. Os filmes de “animação científica” são os que melhor e mais profundamente mostram a realidade presente e futura. As crianças são quem pode compreender e aceitar sem reservas e os adultos que os fazem também são crianças.
Tudo tem solução, neste caso mesmo a morte que se prevê deixe de ocorrer, mais tarde ou mais cedo. Os amigos geniais podem passar a ser amigos artificiais, robots, e vão-nos estimar. Mais ou menos do que os animais de estimação, espécie de transição a que assistimos no presente, é o que se verá.
Sempre com enorme vantagem. Não comem, não sujam, não precisam de ser passeados, adivinham-nos com base em algoritmos eficazes como a intuição e têm botão off/on.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

21 Post - imagem de fundo




Completados 3 meses desde o início deste blog que, registe-se com alguma surpresa, tem sido possível razoavelmente alimentar, há que desvendar o céu que tem por fundo.

Células de cérebro vivas em chip de computador.

São estrelas brilhantes, que iluminam um futuro que poderá ser o que que dele quisermos fazer.

Grande desafio para a humanidade e a inteligência artificial.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Imprimir órgãos em 3D


Imprimir objetos de plástico em 3D, imprimir figuras de chocolate em 3D, imprimir órgãos humanos em 3D.

Será que as pessoas vão passar a ir à revisão, como os carros, substituindo as peças estragadas ou desgastadas?

Quais pessoas? Até que idade? A eternidade é o limite?

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Quem mais precisa, mais paga



Pagar de acordo com a disponibilidade ou, sejamos realistas, a debilidade de cada um é uma nova moda.

O fenómeno poderá ser considerado uma versão revista e renovada da lei da oferta e da procura, ou um novo paradigma de ajustamento de preços de acordo com a necessidade e a disponibilidade efetivas de cliente e prestador/vendedor, ou uma inevitabilidade da vida como ela é, enfim, o que é que se há de fazer, ou o mercado a funcionar em liberdade em que cada um propõe e aceita o que, sempre em consciência, por vezes mesmo em omnisciência, entende propor ou aceitar, ou pode ser simplesmente um aproveitamento inadmissível de uma evidente debilidade.

A polémica volta a propósito da Uber, que tem mais novidades no seu sistema de tarifação, mas é extrapolável para outros negócios e empresas. 

Curiosamente, o novo modo de tarifação recentemente implementado pela Uber consegue irritar especialmente os motoristas, que consideram que o acréscimo pago pelos clientes não reverte a favor deles, mas da empresa. No entanto, tudo assenta no acréscimo pago pelos clientes.

Informa a Bloomberg que "The new fare system is called “route-based pricing,” and it charges customers based on what it predicts they’re willing to pay.". O que, trocando por miúdos, significa que vai ser cobrado o que se sabe que o cliente estará disposto a pagar. Isto é, o mesmo serviço terá um preço diferente, em função do que se prevê venha a ser a aceitação pelo cliente do valor proposto. 

Para saber isto é necessário ter dados objetivos, como por exemplo, numa deslocação de uma zona remediada para um restaurante de luxo, poderá ser cobrado um valor superior à de um percurso idêntico que termine numa tasca. 

Para saber melhor isto é necessário ter dados sobre os clientes ou, pelo menos, sobre padrões de clientes. O que resulta em informações tão úteis como a de que pessoas com pouca bateria no telemóvel têm uma elevada propensão para aceitar preços elevados.

A cada um, consoante a necessidade, mas ao contrário.









sexta-feira, 26 de maio de 2017

Fusão de Realidades


O futuro vai passar pela fusão de realidades.

Já conhecemos a Realidade Aumentada (AR), que coloca letreiros virtuais que vemos no telemóvel na rua em que estamos a andar, e que também nos permite caçar Pokemons.

Já lidamos com a Realidade Virtual (VR), quando em museus ou feiras colocamos uma espécie de óculos de mergulho que nos permitem andar em montanhas russas que não existem, circular em edifícios que não foram construídos e, aos aprendizes de médicos, treinar cirurgias.

Realidade Aumentada e Realidade Virtual vão fundir-se num futuro, que ameaça ser próximo, num interface de computador que ainda não tem nome, mas poderá vir a chamar-se computador imersivo.

A Realidade Real (?), Física (?) vai estar algures.

Quem explica melhor o incompreensível e impossível é quem está a criá-lo. A Singularity Hub conta que "In a blog post before the conference, head of Google VR Clay Bavor mused on how the two relate. He suggested AR and VR are points on a spectrum between the real and digital worlds. On one end, it’s all real, on the other it’s all virtual. And in between, it’s both.".

Parece que iremos passar muito tempo a viver in between. Seja lá onde isso for realmente.